terça-feira, 31 de janeiro de 2017

DOCE MOMENTO




A alegria que eu senti quando te vi chegar,
Trazias nos lábios um sorriso.
E nos olhinhos um doce sabor
Era o encanto de encontrares aqueles
Que te eram queridos.
Saltavas, pulavas, e com a ternura
Dos teus inocentes cinco anos.
Aconchegaste-te Junto do meu peito,
Como quem diria será que aqui estou?
E num relance assim despercebido
Como quem nada quer,
Olhavas há tua volta;
Como quem vê se está tudo no seu devido lugar...
Ou se já havia algo de novo.
E pouco tempo passado
De olhar matreiro,
Caminhavas para a cama de certo
Desejando que essa noite.
E o dia seguinte jamais terminassem,
De manhã ao acordares!
Já nada te queria fazer sair de casa,
Talvez com medo do tempo mal-empregado.
Que te ia fazer perder as brincadeiras...
E o conforto. Que aqui sempre encontras.
Porque é aqui que estão os teus princípios.
E assim se passou mais um final de semana,
E tu lá voltas-te para a tua rotina.
E o meu coração cá fica
Contando os minutos, as horas, os dias,
E as semanas, ou quem sabe.
Os meses. Em que de novo volto a ver,
O brilho dos teus olhinhos negros, mas!
Brilhantes como as estrelas do céu...
Quando te voltar a abraçar. 


1 comentário:

  1. Boa tarde, O brilho dos teus olhinhos é encantador, assim como, o que muito bem escreve, poema é lindo e revela enorme sentimento de amor.
    AG

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O consolo de ter um amigo poderá ser-nos roubado,
mas não o facto de o termos tido.