sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pedras do meu caminho



Pedras tão linda e belas
Umas tão branquinhas
Outras amarelas, castanhas
Vermelhas azuis esverdeadas
Era com todas elas
Que eu me encantava.

Pedras de cor negra estavam lés-a-lés
Era com elas que feria meus pés
Andava descalça todo o santo ano
Porque os meus sapatos
Eram feitos de pano

Sola de madeira chamavam tairocas
E ao bater nas pedras ficavam já rotas
Logo a mãe gritava e agarrava a vardasca
Para próxima vez vais andar descalça

Eu toda feliz
Nem pisava o chão
E as pedras não tinham
De mim compaixão

Quando rebentava
A cabeça de um dedo
Com dores tão terríveis
ponha-me a chorar
mas logo encontrava um trapo
para o dedo curar.


Mais uma peripécia das pedras do meu caminho



1 comentário:

  1. Boa tarde, seu dom poético é maravilhoso, não importa se os sapatos são de pano, importa é que cada pedra escrita neste seu poema encanta.
    Resto de boa semana,
    AG

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O consolo de ter um amigo poderá ser-nos roubado,
mas não o facto de o termos tido.