terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Desabafo





Gostava de ser uma ave nos dias de vendaval,
Rodopiar sem parar
E, lá bem do alto ver a terra pequenina, com um pontinho de luz
Pois sei meu amor que esse pontinho és tu.
_sim és tu, porque o teu brilho brilha mais do que uma vulgar luz.
Tens em ti o brilho de todas as estrelas,
Tens o sol dentro de ti… que é a estrela maior,
Mas daqui de onde me encontro, penso que os meus olhos
Jamais te enxergaram.
_diz-me meu amor, o porquê?
Porque partiste de perto de mim,
Peço a DEUS que no dia em que eu partir, ainda possa ver esse brilho.
E sentir o teu doce beijinho.
Ficam as lembranças dos doces momentos, que por tão breve partilhamos
Sei que não irás ler.
Mas deixarei aqui o meu triste desabafo.

De quem te ama e sempre enquanto vida.




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

DOCE MOMENTO




A alegria que eu senti quando te vi chegar,
Trazias nos lábios um sorriso.
E nos olhinhos um doce sabor
Era o encanto de encontrares aqueles
Que te eram queridos.
Saltavas, pulavas, e com a ternura
Dos teus inocentes cinco anos.
Aconchegaste-te Junto do meu peito,
Como quem diria será que aqui estou?
E num relance assim despercebido
Como quem nada quer,
Olhavas há tua volta;
Como quem vê se está tudo no seu devido lugar...
Ou se já havia algo de novo.
E pouco tempo passado
De olhar matreiro,
Caminhavas para a cama de certo
Desejando que essa noite.
E o dia seguinte jamais terminassem,
De manhã ao acordares!
Já nada te queria fazer sair de casa,
Talvez com medo do tempo mal-empregado.
Que te ia fazer perder as brincadeiras...
E o conforto. Que aqui sempre encontras.
Porque é aqui que estão os teus princípios.
E assim se passou mais um final de semana,
E tu lá voltas-te para a tua rotina.
E o meu coração cá fica
Contando os minutos, as horas, os dias,
E as semanas, ou quem sabe.
Os meses. Em que de novo volto a ver,
O brilho dos teus olhinhos negros, mas!
Brilhantes como as estrelas do céu...
Quando te voltar a abraçar. 


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para ser forte


Tem a fortaleza de ânimo, para que possas
resistir a todos os embates
e tempestades do caminho.
Não te iludas; mesmo uma estrada boa
está sempre cheia de tropeços e dificuldades...
continua,porém!
Não dez ouvidos às pedras colocadas
pela inveja, pelo ciúme, pela intriga...
marcha de cabeça erguida, continuamente, 
e vencerás todos os 
os obstáculos da caminhada.
E, se fores ferido, lembra-te
de que as cicatrizes
serão luzes que marcarão
a tua Vitória.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

ESPELHO

 
                                                                                               
 Amo-te; E o teu corpo dobra-se

À luz ténue, da lâmpada da minha memória.


No espelho reflecte-se o teu sorriso.

Como a dizer que me esperas, em qualquer parte do infinito.

Tento puxar-te, para fora da moldura que te prende.

O teu rosto claro e frio, branco como a neve!

-Lanço para ti, o meu olhar meigo e calmo.

E espero que um dia saias dessa vitrina, e me venhas

Ajudar a compor, a compor, este poema.


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pedras do meu caminho



Pedras tão linda e belas
Umas tão branquinhas
Outras amarelas, castanhas
Vermelhas azuis esverdeadas
Era com todas elas
Que eu me encantava.

Pedras de cor negra estavam lés-a-lés
Era com elas que feria meus pés
Andava descalça todo o santo ano
Porque os meus sapatos
Eram feitos de pano

Sola de madeira chamavam tairocas
E ao bater nas pedras ficavam já rotas
Logo a mãe gritava e agarrava a vardasca
Para próxima vez vais andar descalça

Eu toda feliz
Nem pisava o chão
E as pedras não tinham
De mim compaixão

Quando rebentava
A cabeça de um dedo
Com dores tão terríveis
ponha-me a chorar
mas logo encontrava um trapo
para o dedo curar.


Mais uma peripécia das pedras do meu caminho



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A VIDA SERÁ QUE NÃO É MAIS QUE ILUSÃO?



Quando as sombras da tarde vão caindo

Traçando o dia que já foi.

Vejo os passos sumidos dos que estiveram junto a mim

E sinto o barulho do silêncio que aos poucos me contrai.

Olho em meu redor e nada vejo,

Sinto no meu corpo o toque leve… como o esvoaçar

Das borboletas.

São as tuas mãos transformadas em bolas de sabão,

Quanto mais abro os olhos menos enxergo!

Porque ainda não me é permitido ver,

Ergo os olhos ao céu… meu Deus, quero partir

Já não quero estar mais aqui!

Tudo se foi e nada tenho, também nada tive,

Deixo o meu corpo cair sobre a terra molhada

Pelas lágrimas que brotei ao longo do tempo, que por cá andei.

Nascer.

Viver.

Aprender.

Tudo não passa de quimeras

Saudades.

Tristezas.

Ilusões